Como contar a história do Cristo Redentor?

Em palestra na FAPAM, historiador analisa o contexto histórico, cultural e religioso do monumento pará-minense

Dentro da semana de comemoração dos 50 anos do Cristo Redentor de Pará de Minas, o historiador Prof. Dr. Flávio Marcus da Silva, a convite da prefeitura, realizou uma palestra para convidados de alunos da Faculdade de Pará de Minas, nessa segunda-feira, 19. Estavam presentes também o secretário municipal de Cultura e Comunicação Institucional Lu Pereira e parentes do idealizador do Cristo, o conhecido Nem Villaça. O neto dele, Dr. Flávio Lúcio Villaça e a esposa Guilhermina Villaça e a neta Ana Regina Villaça.

 

A palestra teve como tema “Cristo Redentor – 50 anos no imaginário popular. O professor Flávio Marcus falou dos olhares que devem ser lançados sobre o Cristo para entender como ele povoa esse imaginário da população.  De acordo com ele, o Cristo pode revelar lembranças do contexto cultural e histórico, da década 1963. Foi uma época de profundas mudanças no Brasil. Grandes acontecimentos daquela época que fazem um paralelo com a construção do monumento: grandioso, audacioso. Trabalho realizado por um visionário para época. Nem Villaça pode ser entendido com um homem à frente do seu tempo.

 

Outra perspectiva de análise desse imaginário popular é o ícone religioso.  A fé de toda uma população. Os braços abertos do filho de Deus sobre toda a cidade. O olhar que, inevitavelmente, se volta todos os dias para a Serra de Santa Cruz e pede bênçãos. Assim, por muito tempo e até hoje, muitos do que vivem em Pará de Minas encontram no Cristo um elo com Deus.

 

Já a terceira perspectiva trata do imaginário particular, das lembranças de cada pessoa que desenvolveu a própria história com o monumento. “Eu mesmo trago comigo a minha história, a minha relação íntima com o Cristo. Quando eu era criança, realizava expedições até o alto da serra. Eu e amigos preparávamos mochilas com lance, água e seguíamos pela trilha. Fiz isso depois de ser apresentado ao Cristo pelo meu avô. Hoje, quando levo os meus filhos ou olho para a imagem, essas lembranças borbulham na minha cabeça”, explicou o professor Flávio Marcus. Ainda de acordo com ele, talvez essa perspectiva particular do imaginário seja a mais importante para preservar a história deste símbolo, indissociável da nossa própria história.

Comemorações:

Hoje, as 19h30 será aberta a exposição “Um olhar sobre o Cristo Redentor”. Participe!

 

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